Como o Certificado Digital aumenta a segurança das operações financeiras?

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 O crescimento do uso das ferramentas tecnológicas é vista nos diversos setores da economia, especialmente, no contexto dos serviços financeiros. Neles, os números de transações bancárias realizadas por mobile banking já aumentaram 44%. Os dados são da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2020.

Conforme a população brasileira aumenta, sobe também a utilização de tablets e smartphones para a realização de inúmeras atividades, como o pagamento de contas, a compra de produtos e a contratação de serviços e outras transações bancárias. Além disso, é possível utilizar a tecnologia como meio de digitalização dos serviços financeiros.

Por outro lado, a segurança é um ponto de extrema importância, principalmente, porque falamos do dinheiro e dos dados das pessoas. Assim, o cuidado deve ser redobrado com as informações financeiras.

Nesse cenário, o uso do Certificado Digital é uma das formas de garantir a segurança desses dados. Com ele, as transações realizadas no Sistema Financeiro Nacional (SFN) ganham uma importante camada de proteção. Siga a leitura e saiba mais.

Como as instituições financeiras usam o Certificado Digital?

O Certificado Digital é um documento eletrônico que atua como uma identidade virtual do seu portador. Nele estão contidos dados e informações sobre a pessoa física ou jurídica que o utiliza. É o Certificado Digital que confere a validade jurídica em transações digitais, como as financeiras. Ele garante segurança para o usuário e proteção das suas informações.

O segmento da Certificação Digital vem crescendo no Brasil. Em 2020 foram emitidos 6 milhões de Certificados Digitais, um recorde para o setor, que deve ser superado neste ano.

No mês de junho de 2021 houve a emissão de cerca de 112 mil Certificados Digitais a mais que no mesmo período do ano passado. Esses números representam um crescimento de 21,8%. O total de emissões desses documentos nos primeiros seis meses deste ano superou a marca dos de 3,6 milhões. O volume que já representa 60,78% do total emitido durante todo o ano de 2020.

Porém, a função do Certificado Digital vai além da assinatura eletrônica de documentos. Ele permite o acesso de profissionais e empresas a plataformas eletrônicas restritas. Isso pode ser fundamental na execução de inúmeras tarefas de alguns setores.

Diversos bancos e instituições financeiras brasileiras já fazem uso do Certificado Digital. Com este sistema, podem simplificar as operações realizadas por seus clientes. São os casos de:

  • Banco do Brasil. A fim de garantir a segurança na navegação de funcionários e clientes, adotou o Certificado Digital em suas páginas na internet. Também o utiliza em diversos sistemas, como o autoatendimento e a assinatura de contratos de câmbio;
  • Bradesco. Permite aos clientes a realização de diversas transações, via internet, através do uso do Certificado Digital padrão ICP-Brasil;
  • Banco Toyota do Brasil. Utiliza o Certificado Digital nas operações de financiamento para concessionárias e frotistas;
  • Crefisa. Empresa de crédito pessoal que buscou a redução do uso de papel e a substituição por arquivos digitais com validade jurídica com possibilidade de armazenamento eletrônico. Para isso, era necessária a digitalização de suas operações;
  • Fintechs. Bancos digitais e startups do setor financeiro que validam os contratos com seus clientes por meio do Certificado Digital.

Os Certificados Digitais com o maior nível de segurança são os emitidos dentro da hierarquia do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP-Brasil).

Tipos de Certificados Digitais

No total, existem doze tipos diferentes de Certificados Digitais previstos pelo ICP-Brasil. Oito deles são relacionados à Assinatura Digital, e outros quatro relacionados a sigilo. Porém, vamos dar enfoque apenas aos mais comuns e utilizados pelas empresas. São eles: o A1 e A3 (assinatura), e o SSL (sigilo).

As classificações são dadas de acordo com a aplicação de cada um deles. Também pode ser feito pelos níveis de criptografia, que é uma proteção das informações dos usuários. A principal diferença entre os tipos de Certificados Digitais está relacionado à forma de armazená-los. Confira mais sobre eles abaixo.

Certificado A1

O Certificado Digital do tipo A1 tem validade de um ano. Seu armazenamento ocorre no computador do usuário ou em diversos computadores, simultaneamente.

Certificado A3

Já o Certificado Digital classificado como A3 fica armazenado em mídias portáteis. Ele pode ser tokens ou smartcards (cartões inteligentes com chips).

Diferentemente do tipo A1, o Certificado Digital A3 tem validade de um, dois ou três anos. Além disso, conta com uma comodidade maior para ser utilizado, já que pode ser transportado com maior facilidade.

Certificado SSL

Por fim, o Certificado Digital SSL autentica a identidade de um site, e é utilizado para garantir sigilo à transação online, possibilitando uma conexão criptografada. A sigla em inglês significa Secure Sockets Layer, ou seja, Camada de Soquete Seguro, que é um protocolo de segurança entre um servidor Web e um navegador Web que, para isso, cria um link criptografado.

A criptografia permite que as informações sejam acessíveis apenas por quem esteja autorizado para abri-las, por meio da utilização de um Certificado Digital. Assim, o conteúdo fica sigiloso e inacessível a quem não possui permissão, garantindo a autenticidade e a confiabilidade para o usuário.

O Certificado Digital no Open Banking

O Open Banking, ou sistema bancário aberto, permite o compartilhamento de dados bancários e informações financeiras dos clientes e usuários entre instituições. Todavia, com o Open Banking, os bancos e demais instituições precisam garantir a inviolabilidade das informações por pessoas indevidas e até mesmo criminosos, como hackers.

Sendo assim, a proteção dos dados dos clientes, que devem seguir os padrões da LGPD, é de responsabilidade das instituições bancárias, que utilizam Certificados Digitais para garantir a segurança do usuário. Com o Certificado Digital, o cliente pode movimentar dados e compartilhar informações, além de assinar documentos com mais liberdade, comodidade e confiança dentro desse sistema.

O Banco Central do Brasil (BC) confere a propriedade dos dados pessoais ao usuário, e não o banco do qual é cliente e realiza operações. Com o Open Banking, a autonomia e o controle sobre a vida financeira ficam sob a responsabilidade do titular dos dados, e é o próprio usuário quem pode gerenciar todas as suas contas bancárias e serviços financeiros em um só lugar.

No Open Banking são utilizados Certificados específicos. Clique aqui e conheça-os.

Como escolher o Certificado Digital?

O modelo de Certificado Digital a ser adquirido deve se enquadrar à natureza jurídica e ao objetivo do uso do proprietário da identidade a ser comprovada por ele.

Após escolher o tipo de Certificado Digital (A1, A3 ou SSL) que mais se encaixa com sua atuação e que melhor atenda às necessidades de uso, é importante checar junto ao fornecedor do sistema se o Certificado Digital é compatível com o sistema operacional e também com o tipo de dispositivo onde ele será utilizado.

A escolha de quem vai emitir o Certificado Digital é uma etapa extremamente importante, já que a entidade certificadora deve colaborar no processo de emissão, tornando-o mais simples e ágil para o usuário.

A entidade certificadora, a exemplo da Soluti, assegura a confiabilidade e a transparência nos serviços, seguindo todos os procedimentos determinados pela legislação, além de ser credenciada ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).

A Soluti é uma IDTech especializada em Identidade Digital e Assinatura Eletrônica, presente em todos os estados brasileiros. Com um extenso portfólio de soluções abrangentes, a Soluti é a líder nacional nesse mercado.

Deseja saber mais sobre o uso da tecnologia no Sistema Financeiro Nacional? Leia o artigo: 5 tecnologias que aumentam a eficiência no backoffice do setor financeiro.

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